Pedágio não teve aumento, mas dinheiro público vai ‘bancar’ concessionárias de rodovias

O governo de São Paulo reservou R$ 400 milhões do orçamento do Estado para compensar, até o fim do ano, 18 concessionárias de rodovias por prejuízos causados pelo congelamento das tarifas de pedágio.

O aumento estava previsto para entrar em vigor no dia 1º de julho, porém foi suspenso na véspera pelo governador Rodrigo Garcia. O índice iria variar de 10,72% a 11,73%. Rodrigo disse que a decisão era necessária em razão da conjuntura econômica e da alta disparada dos preços, em especial, dos combustíveis.

Pouco mais de um mês após o congelamento – que está sendo seguido por outros estados e que pode gerar insegurança jurídica por quebra de contrato -, o governo de SP promoveu nesta quarta-feira (3) um evento na sede da Bolsa para apresentar a investidores nacionais e estrangeiros a proposta de concessão de rodovias do Lote Noroeste.

Principal licitação do ano, o trecho envolve 600 quilômetros de cinco rodovias das regiões de São José do Rio Preto, Araraquara, Barretos e São Carlos, incluindo a maior parte da Washington Luís (SP-310).

O edital renova a concessão atual dessas rodovias e prevê investimentos de R$ 13,9 bilhões em 30 anos (R$ 10 bilhões em obras e R$ 3,9 bilhões em operação). O leilão está marcado para 15 de setembro e tem valor mínimo de R$ 7,6 milhões.

Pedágio automatizado

Uma das novidades do projeto é a cobrança 100% automática dos pedágios a ser adotada gradualmente. Outra é a redução de 10% no valor para todos os usuários e descontos extras progressivos para quem trafegar pelas rodovias com mais frequência e usar tags.

Da Gazeta de SP