Livraria Saraiva pode ter falência decretada em 30 dias

Sem conseguir vender ativos, como pontos de lojas e seu domínio na internet, para pagar seus credores e arcar com despesas, a Saraiva está tendo que lidar com uma nova pressão em seu plano de recuperação judicial. Só que, dessa vez, a livraria corre o risco de ter sua falência decretada.

Na última semana, já diante do insucesso na venda de ativos, a Saraiva havia apresentado duas propostas para tentar se recuperar da crise. Os credores poderiam optar por um deságio de 80% da dívida, com o pagamento do restante em ações da empresa, que é listada na Bolsa de Valores. A segunda opção era a é de receber o pagamento a partir de 2026 até 2048, com juros de 0,5% ao ano.

Agora, a Justiça determinou que a livraria apresente em até 30 dias uma nova proposta, sob a pena de que sua falência seja decretada. Enquanto o plano não for aprovado, a companhia precisará cumprir aquilo que já tinha sido validado anteriormente. Uma das determinações, por exemplo, é de que a empresa pague regularmente até R$ 160 mil em créditos trabalhistas.

A Saraiva está em recuperação judicial desde 2018, com dívidas na ordem de R$ 674 milhões. A livraria havia tentado vender partes de suas lojas físicas e seu e-commerce, a fim de quitar parte dos débitos. Porém, não obteve sucesso.

Em junho deste ano, conforme o último balanço divulgado pela empresa, a Saraiva tinha 38 lojas, ante as 64 do ano passado. O prejuízo no primeiro semestre de 2021 foi de R$ 45 milhões.

Do Brasil Econômico