Coronavírus: SP deve começar a aplicar 4ª dose da vacina em abril

O governo de São Paulo deve começar a aplicar a quarta dose da vacina contra o coronavírus a partir de 4 de abril em idosos, de acordo com o médico João Gabbardo, um dos coordenadores do Comitê Científico do governo de São Paulo.

Segundo Gabbardo, a ideia é iniciar essa nova etapa da vacinação em pessoas com 60 anos ou mais, cumprido o intervalo de quatro meses da aplicação da terceira dose.

Outros representantes do governo, no entanto, não confirmaram a informação. “Estamos estudando ainda esta possibilidade com comitê científico e com o nosso grupo do PEI (Programa Estadual de Imunização). Analisaremos nos próximos dias os trabalhos para definir o intervalo e o público alvo”, explicou Eduardo Ribeiro Adriano, secretário-executivo da Secretaria Estadual da Saúde.

Desde dezembro de 2021, a aplicação pode ser feita em pessoas imunossuprimidas, conforme cronograma nacional. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou na segunda-feira (7) que ainda não é o momento para aplicação na população geral.

De acordo com o secretário-executivo da Secretaria Estadual da Saúde, essa proposta está sendo avaliada mas ainda não é uma decisão tomada pelo governo estadual.

O secretário estadual da Saúde, Jean Gorintchteyn, disse à GloboNews que, antes da definição do cronograma e dos grupos elegíveis para receberem a quarta dose, o Comitê Científico e o governo estadual precisam analisar novos estudos que atestem, cientificamente, a viabilidade e a eficácia de uma nova etapa de vacinação nesses grupos elegíveis. “A gente sempre se pauta na ciência”, disse.

Sem previsão
Na última quarta- feira (9), o governador João Doria afirmou que a medida seria adotada “independentemente de haver ou não recomendação do Ministério da Saúde”, mas negou que a aplicação iria ocorrer de imediato.

“São Paulo avalia concretamente essa quarta dose, mas fará isso no momento certo e dentro de uma cronologia e de faixas etárias adequadas. Nós não afirmamos que a quarta dose seria aplicada imediatamente. O fato de considerar não significa aplicação imediata. Temos um desafio que é completar a vacinação de quem não tomou a segunda dose e que ainda não tomaram a terceira dose”, disse.

Na ocasião, Gorintchteyn afirmou que ainda não havia definições sobre qual seria a estratégia de reforço. “Nós não gostaríamos inclusive nem de usar a terminologia ‘quarta dose’, porque se nós temos a perspectiva de usá-la de forma anual, nós não vamos fazer esse sequenciamento numérico. Em que momento que vai ser, com qual vacina que será, qual será a população alvo, isto está sendo discutido no Programa Estadual de Imunização.”

Do G1