Coluna de Rafael Oliveira: Como o Accept continua se superando como o novo disco

Confesso a vocês que a banda Accept não é uma das minhas preferidas de heavy metal, mas o disco Too Mean To Die mostrou uma sequência imbatível de uma banda que continua se superando, não me simpatizo muito quando lembro da voz do UDO um dos primeiros vocalistas da banda, e também acredito que a banda não tenha sido a pioneira do heavy metal alemão, não podemos esquecer do Kreator (que inclusive tem uma matéria sobre ele aqui na seção de referências logo abaixo da publicação) que realmente foi uma das bandas verdadeiramente pioneiras do estilo na Alemanha.

Segundo o site: “Mundo Metal BR” a banda Accept vem em uma sequência imparável de discos que se superam desde o retorno de suas atividades em 2010, lançando inclusive álbuns que estão acima da média como é o caso de “Blood Of The Nations” (2010) e na sequência “Stalingrad” (2012), “Blind Rage” (2014) e “The Rise Of Chaos” (2017) mostrando o potencial absurdo da banda.

O primeiro de tudo é que o Accept é uma banda clássica e assim sendo não esperem algo tão inovador, mas a fórmula verdadeira da banda está em replicar aquilo que dá certo e mantém sempre os fãs animados com as características sempre notórias da banda desde sua formação e claro a voz do atual vocalista passar bem perto da voz de UDO.

Esse é o segredo que fez a banda se livrar de críticas de seus fãs quando tentou-se aventurar em coisas muito nova, o objetivo fundamental é continuar fazendo sempre o que já foi feito antes, mas de alguma forma um pouco melhor. Se uma banda está fazendo algo tão perfeitamente bem e agradável aos fãs, porque mudar? Outro ponto importante é que as bandas de origem alemã sempre entregam o que prometem aos fãs, não seria muito diferente se o AC/DC inovasse em algo totalmente diferente do que os fãs já estão acostumados a ouvir em seus discos, não foi diferente em Power Up (acompanhe no link abaixo)

É muito difícil ver bandas clássicas acertarem tão bem na mão de suas músicas e terem sucessos com álbuns em uma sequência de discos bem-sucedidos e confesso a vocês que isso é bastante raro, mas Accept vem trazendo sempre a manutenção do seu estilo e de forma sempre capaz e confiante.
A primeira faixa do disco Too Mean To Die trás um pouco do que falei acima, a voz característica do atual vocalista Mark Tornillo é uma das essências do Accept e claro a o jeito clássico de fazer heavy metal estão presentes na primeira canção – “Zombie Apocalypse”, vindo na sequência pela faixa título do disco “Too Mean To Die” que traz uma imensa vitalidade e energia com um potente, onde é possível verificar o jogo duplo das guitarras em oposição uma a outra, mas um detalhe que só deixa o sucesso mais azeitado, essa é uma das melhores do disco.

A terceira faixa do disco – “Overnight Sensation” e principalmente “How Do We Sleep” representam um bom e velho “hard rock” como eu sempre gosto, com uma temática e tanto, vale a pena ouvir (lembra ao clássico “Balls To The Walls”).

Na quarta faixa – “No Ones Master” é possível ver o trabalho bem feito da guitarra do lendário e único membro desde formação clássica do Accept do guitarrista Wolf Hoffmann que ainda é uma das melhores, o homem se supera e coloca toda sua energia, é como uma máquina de fazer solos, canção bastante frenética essa faixa do disco.

A faixa número cinco – “The Undertaker” foi uma das primeiras singles que recebeu um belo clipe, lembrando muito o personagem do Coringa no primeiro filme com características bastante sombrias, vale a pena assistir, deixei nas referências abaixo.

Continuando as minhas impressões e como sou fã de carteirinha do AC/DC não pude deixar de notar a canção “Sucks To Be You” que parece uma mistura completa dos australianos, essa foi uma das canções que estamos tocando frequentemente no Programa Garimpo da Rádio Meteleco (https://meteleco.net) semanalmente exibido as 16hs de segundas as sextas-feiras.

Conheça mais sobre esse trabalho com os seguintes temas relacionados:

JUDAS PRIEST O SPEED METAL VIVO
ACDC POWER UP
AIRBOURNE POTÊNCIA AUSTRALIANA
KREATOR THRASH METAL ALEMÃO

Outra canção que lembra muito a pegada do AC/DC é a faixa “Not My Problem” extremamente hilário a referência do disco e todos precisam ouvir a qualidade que não decepciona em nenhuma faixa, cada uma mais interessante que a outra, o que mostra que o disco cresce de faixa a faixa, como se estivesse subindo em algum degrau elevado.

A última faixa do disco eu confesso que foi um hilariante estilo musical que lembra muito a pegada do Ritchie Blackmore e Rainbow – “Samson and Delilah” um som bastante característico do Egito, como nos filmes e desenhos, uma viagem dentro do disco.

Ainda segundo o Portal Mundo Metal as canções “Symphony Of Pain” liberam um momento exclusivo do disco com uma passagem muito mais marcante do solo de guitarra do Wolf, cara é simplesmente sensacional como ele não perde a pegada e segue na altura da música pelo 31 minutos, algo que não se pode se perder, uma das mais marcantes da categoria do guitarrista, para finalizar a canção “The Best Is Yet to Come” é puramente a balada do disco, e acho que não ficou tão boa como a composição frenética e potente do disco, me surpreendeu e em breve vou colocar algumas das canções deste disco na programação da Rádio Meteleco.

Sinceramente sem palavras, o disco realmente é bom e quando tive oportunidade de ouvir os outros discos mencionados no início desta publicação, tive certeza que eles estão mantendo o estilo bem a sério, claro que realizando a introdução de pequenos elementos que melhoram e muito a sonoridade do discos, espero que eles continuem nesse ritmo e mantendo a fórmula do sucesso de pé. (Mais do mesmo seguido por elementos sutis).

Vamos ao disco:

Acesse os canais de mídia – Instagram: @acceptworldwide

* Rafael S. de Oliveira – Mórmon/SUD – Com oficio de Elder, Diretor de Assuntos Públicos e Especialista de Bem Estar, membro da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Vice-Presidente – O Observatório: Associação de Controle Social e Políticas Públicas da Zona Oeste de SP (mandato 2020-2023). Técnico em Políticas Públicas pelo PSDB (Partido da Social Democracia do Brasil), Engenheiro de Produção e ex-gestor por 3 grandes empresas (Luft Logistics, IGO SP e TCI BPO). Apresentador e Produtor pela Rádio Meteleco.Net (Programa Garimpo) e Colunista no Jornal Cotia Agora (Caderno de Música, Discos, Experiencias e Cultura).