Coluna de Lucio Cândido Rosa: Meu filho e seu amigo imaginário

Quem nunca teve um filho, um neto, um sobrinho, ou filho de um conhecido, que diz sempre estar brincando com o seu amigo imaginário?
Quando isso acontece, normalmente esse amigo tem um nome e pode vir até acompanhado de um bichinho de estimação.
Para aqueles pais que não sabem porque essa situação acontece, ficam perdidos sem saber o que fazer, pois acreditam que seu filho está fingindo para chamar atenção. Outras vezes, acredita que ele está vivendo fora da realidade, ou então estar passando por um processo emocional, que está causando esse desequilíbrio.
Na ânsia de querer resolver o problema de forma imediata, sai em busca de apoio em um centro espírita ou um bom psicólogo.
Apesar da psicologia não acreditar na mediunidade, psicólogos espíritas ou não, consideram normal a presença de um amigo imaginário na infância.
Um bom acompanhamento poderá ajudar nossos pequenos a passar por essa situação sem maiores problemas, principalmente se o psicólogo tiver noção da natureza íntima do Espírito.
Uma boa parcela da humanidade já começa a ter noção de que a morte não existe e a vida continua, pois, o Espírito sobrevive após a morte do corpo.
Quando Jesus esteve aqui na Terra, disse que no final dos tempos, derramaria sobre nós seu Espírito e, consequentemente nossos filhos e filhas profetizariam. Atos dos Apóstolos Cap. 2 Vs. 17 e 18.
Dessa forma, quando analisamos esse contexto, percebemos que essas promessas estão se cumprindo, pois não são poucas as crianças que nos relatam fatos fora do comum, que na maioria das vezes são corretos, verdadeiros.
Isso só é possível, porque nossos filhos não são marinheiros de primeira viagem, em relação a sua vivência aqui na Terra, ou seja, encarnando várias vezes.
Porém quando uma nova programação é feita no Departamento de Reencarnação, o Espírito vem acompanhado por uma equipe de Espíritos de Luz, que colaboram na fecundação uterina e permanecem até os sete anos de idade.
Contudo, a criança não estará livre de ter ao seu lado, Espíritos que são verdadeiros inimigos de outras vidas, querendo cobrar algum deslize do passado, que pode perdurar desde o nascimento até a maioridade.
A criança que está reencarnando, vive um período de adaptação ao novo corpo, que vai do 0 aos 7 anos de idade. Por isso, a tendência é de que ela viva com maior ou menor intensidade nos dois planos: tanto o físico como o espiritual.
Vendo tudo o que acontece tanto de um lado como do outro, percebemos que às vezes, os nossos pequeninos estão olhando para o nada, sorriem e até chegam a gargalhar, ou então choram sem motivo algum.
Tendo uma idade um pouquinho mais avançada poderá estar envolvida em pesadelos, onde foge de alguém de forma desesperada.
Também poderemos encontrá-la em estado de vigília, brincando com o seu amigo imaginário.
Porém não se espantem se estiverem brincando, brigando ou conversando.
Haverá também a possibilidade de ver familiares, como os avós que já desencarnaram, sem os ter conhecido.
Caso isso venha acontecer, para ter certeza de que ela está vendo mesmo, poderemos pegar o álbum de fotografias e mostrar as fotos para obter comprovação.
Como foi relatado acima, esse período durará do 0 aos 7 anos, quando esse canal de ligação se fecha. Persistindo essa ligação, a criança poderá vir a ser um médium ostensivo ou até mesmo um missionário como foi Francisco Candido Xavier, Divaldo Pereira Franco e outros mais.
Quando nossas crianças estão em uma manifestação mediúnica, também poderão trazer à tona memória de vidas passadas, onde reconhecerão lugares por onde passaram ou casa onde moraram, objetos que utilizaram, ou vivenciar na atualidade, situações de rejeição ou amor a pessoas desconhecidas, de forma gratuita.
Quanto ao amigo imaginário, serão poucas as crianças que os terão, e caso você esteja vivenciando essa experiência, é importante estar atento aos acontecimentos.
O primeiro conselho é de que encare isso com toda naturalidade, pois nossos pequenos são muito sensíveis, apesar de serem Espíritos antigos.
É preciso conversar sobre o assunto sem demostrar espanto, para ficar por dentro das ocorrências.
Nunca dizer que ela está mentindo, pois isso poderá fazê-la negar sua mediunidade e acreditar que está com problemas psicológicos.
Também não é interessante incentivar em excesso essa habilidade, para não fazer com que ela se desinteresse pelo mundo físico.
É necessário que evitemos o preconceito, mantermos o equilíbrio da criança, encaminhá-la à “Evangelização Infantil”.
Na fase adulta, estimular a fazer os cursos necessários para o desenvolvimento mediúnico adequado, fazendo uso desse instrumento concedido por Deus para a prática do bem.
Muita Paz a todos!

* Lucio Cândido Rosa escreve sobre espiritismo e espiritualidade no Jornal Cotia Agora. Quer enviar sugestão de algum tema para que ele aborde? Envie para o email [email protected]