Cachorros de rua incomodam moradores de bairro de Cotia

Há muitos anos que Cotia tem um problema muito grave, que a cada dia, só aumenta, os cachorros abandonados nas ruas da cidade. No governo do prefeito Carlão Camargo houve determinação da Justiça, através de um TAC – Termo de Ajustamento de Conduta, onde obrigava o município a recolher os animais de rua, castrá-los e fazer campanha de doação, além da construção de um centro de zoonoses no Jardim Honório.

Passados os anos e o número de cães e gatos nas ruas só aumenta e com isso, vem os problemas, como ataques às pessoas (já relatados aqui no Jornal Cotia Agora) e o incômodo do barulho, como relatou o leitor Rodrigo à nossa reportagem:

É impressionante o descaso das autoridades com o tema cães de rua. Aqui no Paisagem Renoir, em Cotia, esses cães, em cada vez maior número, atrapalham nosso sono e formam matilhas. Há risco de ataques a pedestres, além do risco de transmissão de doenças“.

O Jornal Cotia Agora entrou em contato com a zoonoses, que disse em nota, que é impossível recolher os animais e dar um destino a eles. Lei na íntegra:

Esclarecemos que o Setor de Zoonoses é um serviço público voltado para o desenvolvimento de ações de “Vigilância, Prevenção e Controle de doenças transmitidas dos animais para os seres humanos”, portanto, todas as suas atividades seguem as diretrizes preconizadas pelo Ministério da Saúde, através das Normas Técnicas e Operacionais contidas no Manual de Vigilância, Prevenção e Controle de Zoonoses. Referente ao recolhimento de animais, informamos que, de acordo com a Portaria MS/GM 1.138 de 23/05/2014, este serviço deverá ser realizado de maneira seletiva e específica em áreas endêmicas e/ou pandêmicas com reconhecida transmissão de enfermidade zoonótica de relevância em saúde pública, não podendo ser realizada de maneira aleatória e sem foco “na promoção e na proteção da saúde da população humana”. No caso de animais sadios, agressivos e não agressores comprovados ou acometidos de doenças não zoonóticas não terão indicação para serem removidos, de acordo com a Lei Estadual 12.916 de 16/04/2008.
Ressalva prevista na legislação acima artigo 3, paragrafo único, que disponibiliza para resgate o animal com histórico de mordedura,
comprovada por laudo médico, para ser inserido em programa especial de adoção atendendo à legislação especifica para cães bravios, caso esse animal não seja adotado em 90 dias será prevista a eutanásia do mesmo.
Quanto ao controle da população animal no Município, ressaltamos que realizamos, há 11 anos, o Programa Municipal gratuito de castração animal contemplando 300 castrações e microchipagens ao mês. Realizamos também sistematicamente ações educativas voltadas para a guarda responsável de animais assim como promovemos a adoção responsável de animais abandonados.