Além do coronavírus, SP vive surto de chikungunya. Cotia não teve casos

Não bastasse a pandemia de coronavírus, as equipes de vigilância em saúde do estado estão agora voltadas também para conter o surto de chikungunya que pode se espalhar por São Paulo.

Segundo dados do CVE (Centro de Vigilância Epidemiológica), da secretaria da Saúde, de janeiro a março deste ano as cidades paulistas registraram 1.481 casos da doença, entre autóctones e importados. Em todo o ano passado, foram 215.

Segundo o secretário da Saúde, Jean Gorinchteyn, números ainda não atualizados no CVE mostram que o estado já teria neste momento mais de 2,2 mil casos de chikungunya.

A doença, assim como a dengue, é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que encontra na água parada e no calor as condições ideais para se proliferar.

O aumento deste ano, de acordo com o governo, pode ser explicado pelo caráter sazonal da doença, que não apresentou números expressivos nos últimos anos.

Neste momento, a região que mais preocupa é a Baixada Santista, que concentra mais de 90% dos casos do estado, sobretudo nas cidades de Cubatão, Guarujá, Santos e São Vicente.

O Jornal Cotia Agora apurou junto à Vigilância Epidemiológica do Estado que em Cotia não houve registros da doença no primeiro trimestre. Em 2020, nossa cidade teve apenas dois casos, sendo um autóctone e um importado.

Superintendente do Controle de Endemias da secretaria da Saúde, Marcos Boulos disse em entrevista à Rádio Bandeirantes que essa é a primeira vez que São Paulo vive um surto de chikungunya.

Segundo Boulos, se não houver controle dos casos na baixada, há risco de a doença se espalhar para a Grande São Paulo e o interior. A prefeitura da capital já registrou sete casos de chikungunya neste ano, todos contraídos na própria cidade. Em todo o ano de 2020 houve apenas um único caso.

Em alerta aos municípios, a secretaria estadual da Saúde pediu maior atenção aos diagnósticos, já que as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti e ao coronavírus podem ter sintomas iniciais semelhantes, como febre.

Outra preocupação das autoridades é que as consequências para a saúde de uma coinfecção – ou seja, a contaminação simultânea pelo novo coronavírus e pela dengue, zika ou chikungunya – ainda não foram profundamente estudadas.

Da Redação com Metro