Aelton Barbosa e a “Crise Política e Econômica”

O Brasil vive um momento muito difícil entre crises políticas e crise econômica. A Operação Lava Jato revelou um dos maiores casos de corrupção da história do país, envolvendo a estatal Petrobras com desvio milionário de recursos, praticado por políticos, doleiros, lobistas e todo tipo de gente gananciosa que vive à custa do erário público.

A descrença da população nas entidades partidárias, bem como o fenômeno da bipolarização da política e seus efeitos no cenário atual só contribuíram para a falta de prestígio dos próprios políticos, que agem como míopes em relação ao que a sociedade realmente precisa e anseia.

A falta de diálogo entre a esquerda e a direita, se é que isso ainda existe, de certa maneira contribuiu para a paralisação do crescimento do Brasil, afinal o sonho de todo político é ser reconhecido como o “Agente do Desenvolvimento”, porém por ter um “EGO” maior que a própria consciência, não admite que seus rivais políticos recebam esse título.

Os partidos pequenos são considerados incapazes de promoverem mudanças, em face de suas representações no congresso e no cenário nacional, segundo especialista sobre política não haverá um salvador para recuperar a economia, nem tampouco reparar o estrago causado pelos próprios políticos. Nessa Seara fica imprevisível dizer como serão as próximas eleições municipais, pois o pessimismo impera de maneira muito forte, pois basta ligar a televisão ou ver nos jornais que 2016 será mais recessivo que o ano anterior.

O Governo não tem coesão, inclusive seus aliados não seguem a mesma direção, basta ver as “brigas” que ocorreram dentro do partido do PMDB, com acusações de chantagens feitas pelo Presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, o qual estaria tentando impedir investigação pela Comissão de Ética por quebra de decoro, acusado de mentir sobre contas não declaradas que possui na Suíça, ofertando em trocar a rejeição de pedidos de Impeachment contra a presidente Dilma, que por sua vez permaneceu muito tempo calada ou se omitindo, não demonstrando autoridade ou sequer liderança sobre seus liderados e aliados.

Após aprovado o pedido de impeachment, Dilma saiu ao ataque contra Cunha, com o discurso que não haverá “Golpe” e que seguirá com seu governo até o final. Para piorar esse cenário político o vice-presidente Michel Temer escreveu uma carta para Dilma, que se tornou pública, alegando não ter seu papel de aliado reconhecido por ela, fato que virou piada nas Redes Sociais.

A sociedade de maneira geral acredita que essa não seja a solução para a crise política e econômica que vive o Brasil, enquanto isso os verdadeiros problemas são colocados de lado, deixando o cidadão e suas necessidades por último.

O erro nas políticas de administração pública é latente e o Populismo fiscal foi um desastre causado pela bancada governista, agora no último minuto de 2015, resolveram quitar os débitos das “Pedaladas Fiscais”, outra manobra do governo para enfraquecer o pedido de impeachment contra a Presidente.

Caro leitor, nesse momento se faz necessário primeiramente que sejam separadas as decisões sobre política e economia, talvez com mobilização das entidades representativas, imprensa e a sociedade de maneira em geral. Muitos acreditam que se Dilma Rousseff, Renan Calheiro e Eduardo Cunha renunciarem seus cargos seria o melhor para o país, mas devemos analisar isso com cautela, pois até os especialistas dizem que isso transformaria em caos e uma “Anarquia” deliberada, trazendo ainda mais recessão e descrença internacional.

O que falta realmente são lideranças novas, nada de políticos com ideias mirabolantes, respostas mágicas e atores de discórdias partidárias. A sociedade deve cobrar as mudanças e reformas necessárias para que o Brasil não regrida, e sim que cresça. Quanto aos políticos envolvidos em escândalos e corrupção, basta os eleitores darem as respostas nas URNAS, pois os representantes políticos foram eleitos pela própria Sociedade.

*AELTON BARBOSA, conhecido como ALPHA BRAVO, é funcionário público e especialista em Marketing, formado em Propaganda e Publicidade pela Universidade MACKENZIE, pós-graduado em Marketing de Serviços pela Universidade UNIP e, pós graduando em Marketing Eleitoral pela Universidade UNINTER. Escreve mensalmente no Cotia Agora.