Quadrilha que roubava carga em Cotia e região é presa pela PM

Uma denúncia anônima levou oito policiais militares da 3º Cia do 20º Batalhão até um grupo, de Itapevi, que agia com roubo de carga. Segundo informações, um homem fazia duas mulheres reféns, dentro de uma Kombi, de cor branca, enquanto outros rapazes descarregavam a carga do veículo dentro de uma casa, no Jardim Rosemeire, bairro no limite de Cotia e Itapevi

Quando os PMs chegaram ao local, os bandidos tentaram fugir, mas cinco foram presos pelos oficiais. Dois ainda são procurados.  Os bandidos tinham liberado as vítimas pouco tempo antes da chegada da polícia. “Nós conseguimos recuperar a carga que eles roubaram da Kombi e também outros produtos que tinham como origem outros roubos de carga que esse grupo fez. Informalmente, eles chegaram a falar para os policiais que atuavam na região de Cotia, Osasco e Barueri”, disse o tenente Inocêncio.

De acordo com o tenente, o roubo dessa carga aconteceu em Perdizes, por volta das 8 horas da manhã, e o grupo ficou circulando com as vítimas pela região até as 13 horas, aproximadamente. “As duas mulheres estavam fazendo entregas de produtos comprados pela internet. A carga, avaliada em cerca de R$ 25 mil, contava com livros, roteadores, garrafas de vinhos, aparelhos de celular, tênis. Era uma carga diversificada”.

Três dos cinco homens presos já tinham passagem pela polícia por porte ilegal de arma, roubo e receptação. Um simulacro de pistola foi encontrado dentro do veículo de um dos suspeitos. No total, foram apreendidos quatro veículos, todos dos envolvidos.

O tenente contou como eles agiam. “A quadrilha chegava em uma determinada região e ficava rodando com os próprios carros. Quando percebiam uma vítima em potencial eles esperavam ela parar para fazer a entrega, desciam do carro e anunciavam o roubo”.

Ainda conforme o tenente, as duas mulheres não conseguiram, sequer, fazer o reconhecimento dos integrantes da quadrilha. “Elas estavam apavoradas. Elas não queriam nem ver a foto deles”. Aos policiais, as mulheres contaram que alguns eram bem violentos e que recebiam ameaça de morte. “Eles avisavam que se uma delas fizesse algum sinal para alguém elas seriam morta”.

Do Webdiario