Governo de SP vai privatizar zoológico e Jardim Botânico

O Governo de São Paulo, por meio da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente, publicou nesta sexta-feira, 20 de novembro, o edital de concessão de uso do Zoológico e do Jardim Botânico. Este é mais um dos quatro editais de concessão previstos para publicação ainda este ano, aprovados pelo Conselho Gestor de Parcerias público-privada (PPPs) do Estado. O projeto visa repassar à iniciativa privada a administração e modernização das áreas e serviços dos complexos localizados no Parque Estadual Fontes do Ipiranga (PEFI), na Zona Sul da capital. A modalidade é de concorrência internacional e o prazo do contrato, de 30 anos.

O valor do contrato é de R$ 417,5 milhões, sendo que o investimento mínimo para o ganhador da concorrência internacional, prevista para ocorrer em 21/01/2021 na B3 (bolsa de valores), deverá ser de R$ 263,8 milhões, sendo R$ 180,37 milhões nos cinco primeiros anos da assinatura do acordo. O proponente deverá tornar o local ainda mais atrativo, fazer melhorias na infraestrutura de visitação dos complexos.

No Zoológico, o concessionário terá de promover maior imersão na natureza e recintos visando o bem-estar animal. Já no Jardim Botânico, maior uso público. Além disso, deverá implantar programas de educação ambiental. Espera-se novos espaços de lazer e alimentação e maior acessibilidade, além do apoio as atividades de pesquisa

O projeto prevê o aproveitamento comercial por parte da iniciativa privada de uma área de aproximadamente 100 hectares, cerca de 22% do espaço do PEFI, além de 542 hectares da Fazenda, um espaço de apoio ao Zoo no interior de São Paulo entre os municípios de Sorocaba, Araçoiaba da Serra e Salto de Pirapora – a área do Centro de Conservação da Fauna Silvestre (CECFAU) ficou de fora da proposta.

Cabe frisar que as pesquisas e a proteção das espécies ameaçadas de extinção continuarão sob a responsabilidade do governo durante o prazo da concessão.

Em relação ao Zoo, a concessão está estruturada especialmente na garantia de promoção e manutenção do bem-estar animal. Há investimentos mínimos previstos para qualificar a infraestrutura, por exemplo, habitats mais amplos e mais integrados, além do monitoramento de indicadores de desempenho em Saúde Animal, Certificação de Bem-Estar Animal, fiscalização contratual da rotina operacional. O Plano de Manejo da Fauna também deverá ser apresentado pela concessionária para aprovação da equipe técnica da SIMA.