Funk Como Le Gusta lança 4º disco da carreira

Os trompetes, trombones e saxofones do Funk Como Le Gusta andavam meio empoeirados. Os integrantes da big band estavam atribulados com seus projetos paralelos, as apresentações ao vivo foram diminuindo nos últimos meses, até um alerta soar entre os músicos.

“Nós falamos: ‘Se a gente não fizer um disco, vamos perder o pique. Vamos do pó voltar à vida e a única coisa que precisamos para isso é de um disco novo'”, conta à Rolling Stone Brasil o sax tenor Hugo Hori.

Dito e feito. No início de outubro, o grupo que fez o Brasil despertar para a música instrumental dançante estreou ao vivo, com seus dez integrantes, o quarto disco da carreira, A Nave Mãe Segue Viagem. É o primeiro álbum deles desde A Cura Pelo Som (2011).

As referências ainda são basicamente as mesmas dos tempos em que o Funk Como Le Gusta ainda era o nome de uma festa improvisada na qual artistas tocavam em uma grande jam session com a presença de convidados como Fernanda Abreu, Daúde, Siba, Rogério Flausino e D2, nos idos de 1999, em Pinheiros, São Paulo. “A gente é banda de baile mesmo, nosso maior intuito é fazer as pessoas dançar e pular”, define Hori.

O novo álbum pinta a 300 quilômetros por hora com a acelerada “Autocarro Veloz”. Ritmos africanos colorem “Wati Wati”. O jazz funk “Som de Preto” é puro suingue e “Yeah, Yeah, Yeah” cumpre com perfeição a meta lançada pelo sax tenor, “dançar e pular” – esta faixa também tem as participações especiais de Wilson Sideral e J Muller, as únicas dentre as nove canções do disco.

Todos os componentes do grupo continuam trabalhando como produtores musicais, gravando para peças publicitárias ou atuando nas bandas de apoio de Clube do Balanço, Jota Quest, Zeca Balero, Marisa Orth e outros. Hoje, além disso, Kuki Stolarski (bateria), Sérgio Bártolo (baixo), Emerson Vilani (guitarra e voz), Eron Guarnieri (teclados e voz), Décio 7 (percussão), Kito Siqueira (sax alto e barítono), Tiquinho (trombone), Reginaldo 16 (trompete e voz) e Cláudio Cambé (trompete)
e Hugo Hori cuidam de todas as etapas do Funk Como Le Gusta, sem empresário ou gravadora. Ainda assim, o nome do conjunto aparecerá cada vez mais nos letreiros das casas de espetáculo do país e do exterior, garantem.

“Nesse último ano fizemos pouquíssimos shows. Agora, se pintar cinco, dez, o quanto for, a gente vai encarar, é tudo que a gente quer. Qualquer tipo de show, do menor ao mais corporativo, de casa noturna até grandes festivais do mundo. A gente está pensando mesmo em levar o funk ao máximo de lugares no Brasil e afora”, diz Hori.

Da Rolling Stone