Finados: Cemitérios de Cotia devem receber mais de 12 mil pessoas

Os cemitérios de Cotia já estão prontos para receber milhares de pessoas que visitarão os túmulos de parentes em virtude do Dia de Finados, neste sábado (02).

Já houve movimentação de pessoas nesta terça-feira (29) nos três cemitérios de Cotia e no de Caucaia, gente que preferiu adiantar a visita para não enfrentar o grande movimento esperado para o dia. Há previsão de mais pessoas se adiantarem nentre quarta e sexta.

Por falar em movimento, só no cemitério central são esperadas cerca de quatro mil pessoas, três mil no Maranhão. No Jardim das Flores são esperadas pouco mais de três mil e dois mil em Caucaia.

Os cemitérios passaram por um mutirão de pintura e limpeza para o dia de Finados.

O que é o Dia de Finados

O Dia dos Fiéis Defuntos ou Dia de Finados, (conhecido ainda como Dia dos Mortos no México), é celebrado pela Igreja Católica no dia 2 de novembro.

Desde o século 2, alguns cristãos rezavam pelos falecidos, visitando os túmulos dos mártires para rezar pelos que morreram. No século 5, a Igreja dedicava um dia do ano para rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém lembrava. Também o abade de Cluny, Santo Odilon, em 998 pedia aos monges que orassem pelos mortos. Desde o século 11 os Papas Silvestre 2 (1009), João 17 (1009) e Leão 9 (1015) obrigam a comunidade a dedicar um dia aos mortos.

No século 13 esse dia anual passa a ser comemorado em 2 de novembro, porque 1 de novembro é a Festa de Todos os Santos. A doutrina católica evoca algumas passagens bíblicas para fundamentar sua posição (cf. Tobias 12,12; Jó 1,18-20; Mt 12,32 e II Macabeus 12,43-46), e se apoia em uma prática de quase dois mil anos.

Segundo León Denis, o estabelecimento de uma data específica para a comemoração dos mortos é uma iniciativa dos druidas, pessoas encarregadas das tarefas de aconselhamento, ensino, jurídicas e filosóficas dentro da sociedade celta, que acreditavam na continuação da existência depois da morte. Reuniam-se nos lares, e não nos cemitérios, no primeiro dia de novembro, para homenagear e evocar os mortos.