Estudo mostra leite e carne como vilões

Aprendemos que o leite é um aliado da saúde e que a carne é fundamental para o organismo, certo? Errado. Pelo menos é o que consta no livro “Alimentação na geração e cura das doenças” baseado em estudos científicos
Doenças inflamatórias, alérgicas e neurodegenerativas se devem ao consumo do “inocente” alimento chamado leite. Já o consumo da carne se apresenta como um dos maiores males da humanidade, sendo responsável pelo surgimento de inúmeras doenças, com ênfase em várias formas de câncer. É espantoso, mas as afirmações acima são do Dr. Dirceu de Lavôr, médico que estuda há cerca de 40 anos a influência dos alimentos sobre a saúde.

De acordo com Lavôr, especialista em clínica médica, professor e presidente do Instituto de Ensino e Pesquisa em Saúde (IEPS), existe um número enorme de estudos de boa qualidade, atestando os malefícios gerados pelo consumo continuado do leite. Ele explica que não é de hoje que temos notícias sobre o aliciamento a cientistas para a realização de pesquisas direcionadas a beneficiar empresas da área da alimentação. “O que afirmo vai de encontro ao interesse de muitos e, mais ainda, ao entendimento da população. Mas o fato é que o leite, assim como tantos outros alimentos, é posto como herói, mas na verdade são vilões da nossa saúde”, denuncia o médico.

Segundo ele, o leite é formulado para dobrar o peso dos bezerros recém-nascidos em cerca de 50 dias, assim como fazê-los aumentar até 150 kg em apenas 12 meses. Já o leite materno de humanos é composto por três vezes menos proteínas do que o leite de vaca, três vezes menos a quantidade de cálcio, três vezes menos magnésio, seis vezes menos a quantidade de fósforo, metade da concentração de potássio e bem menos gordura. “Cada espécie produz o leite de acordo com as suas necessidades. Essa desproporção traz malefícios para a saúde do ser humano, como o excesso desses componentes e o inevitável surgimento de desequilíbrios orgânicos”, explica o autor, acrescentando que nos últimos anos tem aumentado a atenção para resíduos químicos, pesticidas clorados, antibióticos, herbicidas, hormônios exógenos e endógenos, que contaminam o leite e a carne. Tudo ingerido pelas pessoas.

Quanto à carne a situação não é diferente. Segundo o médico, mais do que qualquer outro alimento, ela pode constituir potencial veículo de contaminantes de natureza biológica, física ou química. “Sabemos que o tema é delicado também indo de encontro a toda uma cultura e indústrias do setor, mas como médico me sinto no dever de alertar a população. Os agravantes desse setor vão desde os absurdos da criação e do abate, passando pelo sofrimento animal até os malefícios na mesa do consumidor”, diz o indignado médico.

Para finalizar, o Dr. Dirceu de Lavôr ressalta que entre as várias substâncias usadas para conservar ou dar melhor aparência às carnes se destacam os antibióticos e os nitritos, estes últimos comprovadamente cancerígenos. “Dentre os diversos alimentos que contém nitritos como conservante destacam-se os embutidos, como salsicha, linguiça, bacon, salame, presunto e mortadela”, exemplifica, concluindo que o consumo em excesso causa danos à saúde humana e é preocupante sob o ponto de vista toxicológico, uma vez que o nitrito é convertido em N-nitrosaminas, que têm ação carcinogênica após a digestão.