Estudantes com intolerância à lactose poderão ter alimentação diferenciada em SP

Depois das escolas municipais de Cotia terem incluído em seu cardápio de merendas, comida especial aos alunos com restrição alimentar e considerados diabéticos, hipoglicêmicos e celíacos, agora as escolas estaduais podem mudar alguns tipos de alimentos.

A Comissão de Educação e Cultura da Assembleia Legislativa aprovou o Projeto de Lei 288/2016, de autoria do deputado estadual Gil Lancaster (DEM), que prevê alimentação diferenciada às crianças com intolerância à lactose (açúcar do leite) que estudam nas escolas da rede estadual de ensino.

É fundamental que possamos oferecer este cuidado especial aos alunos nas escolas porque qualquer alimento que tenha lactose pode fazer mal à pessoa com intolerância, como leite de vaca ou cabra, queijo branco, manteiga, margarina. É uma lista extensa, por isso a necessidade deste projeto seguir urgente para votação final”, disse o deputado.

A proposta do deputado estabelece que será de responsabilidade dos pais informar à direção da escola a intolerância sofrida pelo estudante.

A escola, por sua vez, será responsável por manter um cadastro interno com a finalidade de monitorar a quantidade de alunos matriculados e que tenham tal necessidade.

A intolerância à lactose é bastante comum e se traduz quando o corpo não possui a enzima que digere a proteína do leite. É preciso readaptar a dieta e mudar radicalmente os hábitos alimentares, caso contrário, as indisposições estomacais podem permanecer para o resto da vida e levar a consequências muito mais graves.