Escola de Cotia é investigada por irregularidades em cadastro de cartão escolar

Uma escola estadual de Cotia está sendo investigada pela Procuradoria Geral do Estado de São Paulo por supostas irregularidades no cadastro de funcionários junto à EMTU, para utilização do Cartão BOM Escolar, o qual estudantes e professores têm direito para desconto total (no caso dos estudantes) ou parcial nas tarifas das linhas metropolitanas.

A suposta irregularidade teria ocorrido entre os anos de 2012 e 2016 e envolve cinco pessoas, dois professores (que na época dos fatos eram diretores) e três agentes escolares. Segundo a Procuradoria, foi identificado pela EMTU que os três agentes escolares estavam indevidamente cadastrados como beneficiários do Cartão BOM Escolar, sendo que um deles, na escola, estava cadastrado como professor. Não foi informado o nome da escola.

Ainda segundo o órgão, os então diretores teriam autorizado e deixado de conferir o cadastro dos beneficiários do cartão. Além disso, segundo as apurações, as senhas de acesso aos sistemas de cadastro – usados por todas as escolas para informar à EMTU quem vai precisar do cartão escolar – ficavam anotadas em um caderno de uso coletivo da escola, o que teria facilitado o cadastro indevido de funcionários que, segundo a lei, não têm direito ao benefício.

Se comprovadas as irregularidades, os cinco envolvidos estão sujeitos à exoneração de seus cargos. Uma audiência está marcada para o mês de outubro para tratar do assunto. Todos os envolvidos puderam apresentar defesa prévia e testemunhas de defesa, além de estar acompanhado de advogado no dia da audiência.

Do Linhas metropolitanas