Cotia fechou 2019 com 79 casos de dengue

A incidência de dengue cresceu mais de 9000% nas cidades da região Oeste entre 2018 e 2019. No ano passado, foram confirmados 3498 registros da doença, contra apenas 39 contabilizados no ano anterior. Os dados são do Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Estadual da Saúde. O crescimento seguiu tendência de todo o Estado, mas em proporções maiores.

São Paulo fechou 2019 com 403.178 casos confirmados da doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, contra 2505 em 2018, uma alta de quase 3000%. Ainda na região, Carapicuíba liderou a incidência, com 2366 casos. Com isso, concentrou mais de 60% dos registros. Em segundo lugar aparece Osasco, com 531. Houve ainda  145 em Barueri, 42 em Jandira, 40 em Itapevi.

Em Cotia foram notificados 393 casos, com 79 confirmados, sendo 62 autóctones e 17 importados.

Apesar do alto volume em números absolutos, as cidades da região não enfrentam risco de epidemia, de acordo com o levantamento sobre a incidência de larvas do mosquito nos imóveis, o LIRAa. Ele divide as cidades paulistas em três grupos: com índice até 1 estão os que têm condições satisfatória de controle das doenças. Entre 1 e 3,9, a situação é de alerta para surto. E acima de 3,9, de risco para surto.

Todas as cidades da região estão na primeira faixa. Osasco teve o maior índice entre elas, de 0,94, enquanto Barueri tem o menor, de 0,15.Também por meio do LIRAa, a Secretaria Estadual da Saúde apontou uma média, 2,5 criadouros do mosquito transmissor da dengue, e também da zika e chikungunya, são encontrados em cada residência do Estado de São Paulo.

Dentre os pontos com maior incidência estão sótãos e forros; objetos móveis, como vasos de plantas, garrafa pet e potes plásticos; e também fixos, como calhas, lajes, piscinas; além de toldos, entulhos, sucatas e ainda pontos considerados naturais, como plantas, ocos de árvore e bambus, por exemplo.

Por Erica Celestini – Webdiario