Com quase quatro décadas de carreira, Ira! lança novo disco

Próximo de completar quatro décadas de estrada, o Ira! une o amadurecimento de sua linha de frente, com Nasi e Edgard Scandurra, ao sentimento de independência dos primórdios do grupo em novo álbum (quase) homônimo.

Lançado neste mês, “Ira” – assim, sem ponto de exclamação – é o 12º registro de estúdio da banda e resume suas diferentes sonoridades com letras repletas de temas atuais, como solidão, isolamento e revolução. “Nos remetemos a uma pureza energética do começo, quando não tínhamos gravadora. Por esse disco ser independente, pudemos ter uma liberdade maior e não tiveram aqueles cuidados de gravadoras, que pensam sempre em músicas tocando em rádios ou nas paradas”, disse Scandurra em bate-papo com o Metro Jornal.

O registro é o primeiro de inéditas desde “Invisível DJ”, de 2007. Naquele ano a banda se separou, em meio a brigas envolvendo direitos autorais, e retornou em 2014, apenas com Nasi e Scandurra de sua formação clássica. Os primeiros anos de volta a ativa, porém, foram focados em levar os clássicos ao público com turnês acústicas e elétricas.

“A gente teve que se reconhecer novamente, foi um tempo de amadurecer e um momento de respeito com o nosso público, de tocar as músicas que eles estavam com saudades de cantar.” Dessa conexão veio a sonoridade do álbum, que, segundo o guitarrista, busca capturar o som da banda nos palcos.

E se a música no disco faz lembrar aquele Ira! mais saudoso, ora radiofônico (“A Nossa Amizade”, “Chuto Pedras e Assobio”), ora agressivo (“Respostas”, “Eu Desconfio de Mim”), e marcadamente romântico (“O Amor Também Faz Errar”, “Efeito Dominó”), é nas letras que o grupo buscou se renovar.

“Esse trabalho é extremamente atual, a gente fala de amor de uma maneira muito adulta, com uma vivência maior. Existe um grande amadurecimento em nossas posturas. A música ‘O Amor Também Faz Errar’ reconhece erros e acertos que uma pessoa de 20 anos não consegue cantar”, conta Scandurra.

Confira o novo disco aqui:

Por Luccas Balacci – Metro Jornal