Coluna da psicóloga Regiane Campos: Você é o que sente e pensa

O autoconhecimento ainda é um assunto pouco conhecido pela maioria das pessoas mas, o que significa “se conhecer”? Significa entender sobre nossas características, qualidades, imperfeições, sentimentos e emoções.

Conhecer minhas qualidades? Aqui alguns problemas já surgem, pois, para algumas pessoas falar sobre suas características positivas é um grande sacrifício, já que muitos de nós aprendemos que não devemos falar bem de nós mesmos.
Então, como enfrentar meus desafios se desconheço meus pontos fortes?

E falar sobre imperfeições? Nem pensar pois é o mesmo que falar sobre meus defeitos.
Quantas vezes pessoas temem ficar expostos e vulneráveis, pois fraquezas ditas podem ser usadas contra nós.
A outra dificuldade que encontramos quando falamos de autoconhecimento é falar sobre sentimentos e emoções, o comum é sentirmos “um aperto, incômodo ou angústia” e não sabermos identificar o que realmente significa; se é medo, raiva, alegria ou tristeza.

Adoecemos porque aprendemos que devemos “ser perfeitos”

Aquilo que ouvimos e vemos na nossa educação, fará toda a diferença na nossa saúde mental.
Se aprendemos que não devemos olhar para nossas falhas e defeitos a consequência será buscarmos meios de esconder ou negar “nossas imperfeições”.
E o impacto é devastador, pois a negação do que sou me leva a conflitos que podem resultar em ataques de pânico, ansiedade e fobias.

Como faço para separar emoções e sentimentos bons dos ruins?

Outra coisa perigosa que ouvimos desde quando somos pequenos é que existem as emoções que precisamos sentir e as que não devemos nem chegar perto.
Você já ouviu dizer que não deve ficar triste? Ou que a raiva é uma emoção perigosa? Outro pensamento muito frequente é que não podemos sentir medo.

Só que emoções tem 2 lados. Veja só a alegria, tão perseguida tem um lado perigoso que é a “euforia”. Sabe quando saímos muito felizes e acabamos com o limite do nosso cartão de crédito? Isto é uma manifestação da alegria desregulada.
E a raiva? Costumo brincar que algumas pessoas dizem que não podemos sentir raiva pois ela é coisa do diabo. Compreendo quem diz isso pois quando assassinos passionais são ouvidos, a emoção mais presente é a raiva em forma de ódio ou seja, a raiva em uma proporção desregulada.

Esta emoção está diretamente relacionada a necessidade de mudança e toda a vez que consigo identificar as razões da emoção e os possíveis motivos da forma de agir do outro, posso encontrar maneiras diferentes e promover as mudanças necessárias.

Janeiro Branco e Saúde

Considerando o aumento de casos de suicídio, ansiedade e depressão em 2014, psicólogos iniciaram uma ação para falar sobre a importância de investir na saúde emocional e mental, que para muitos de nós ainda é um tabu, pois aprendemos que cuidar da mente é só para loucos ou é frescura; afinal temos tudo para ser felizes.
É comum ainda, pessoas chegarem no consultório dizendo que não tem problemas e que não entendem o motivo das suas angústias usando o termo “White people problem” (problemas de gente branca).

Só que uma tristeza frequente e repetida pode levar a depressão que, nos casos mais sérios pode resultar em suicídio.
Para esta ação, o mês de janeiro foi escolhido pois, geralmente as pessoas estão mais atentas ao que pretendem fazer no ano que está iniciando e a cor branca tem relação com as possibilidades de começar de novo.

Já tentei me conhecer mas não entendo porque ajo de determinada forma

O autoconhecimento pode ser conseguido de inúmeras formas. Através da leitura de bons livros e revistas, de conversas com pessoas empáticas e interessadas mas por que as vezes nem com isso conseguimos compreender os motivos para agirmos da forma que não gostamos ou queremos mudar?

Nossa mente é sábia e busca maneiras de atender suas necessidades da forma como aprendeu, só que nem sempre ela faz da maneira como gostaríamos.
Sabe quando eu quero fazer uma coisa mas, quando vejo estou fazendo exatamente o contrário?

Meus comportamentos, a ponta do iceberg

Nossa forma de agir e fazer, satisfatória ou não, é o nosso comportamento.
Para cada comportamento temos muitos pensamentos circulando. Você tem ideia de quantos pensamentos temos ao longo do dia?

Alguns estudos apontam que podemos ter 70.000 pensamentos por dia que dá 3.000 por hora. Veja só: até quando estamos dormindo nossa mente não está produzindo pensamentos.

Diante disso eu te pergunto: “Você já parou para pensar no poder dos seus pensamentos? E que o que passa pela nossa cabeça é influenciado por nossas emoções e sentimentos?”

O caminho dos comportamentos

Nossas emoções e sentimentos influenciam nossos pensamentos que por sua vez podem, ajudar ou atrapalhar a fazer o que queremos. É por isso que as vezes fazemos o que não queríamos mesmo tentando fazer o contrário.
A raiva, o medo, a alegria, a tristeza ou o nojo são emoções que surgem para sinalizar uma necessidade que está querendo ser atendida. Quando temos consciência do que sentimos e, acolhemos de forma amorosa, podemos movimentar nossos pensamentos para o que queremos e o resultado vem, assim como a sensação de bem estar e realização.

A psicologia foi criada para ajudar todas as pessoas, e não somente as doentes, a investigar e entender os comportamentos, pensamentos e emoções; um exercício que as vezes não conseguimos fazer sozinhos.

Os psicólogos auxiliam através de conversas e exercícios a entender o porquê de fazermos o que fazemos; sem julgamentos ou questionamentos punitivos afinal, a forma como fazemos muitas vezes, é a única que conhecemos.
Conhecer e experimentar outras maneiras de fazer, pode ser a chave para a mudança que sempre desejamos.
Se permita viver o que sempre desejou, afinal você está aqui para se realizar!

* Regiane Campos – CRP 06/ 58579 – Psicóloga Clínica e Consultora Executiva escreve para o Jornal Cotia Agora.Telefone: 9-9003-3346 Site: http://www.harmonizegestaoemocional.com.br/
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