Coluna da bióloga Tatiana Silva aborda o alimento orgânico

Nós conhecemos como alimentos orgânicos aqueles que são livres de agrotóxicos, certo? Mas a produção orgânica vai além disso. Esses alimentos também têm que ser livres de corantes, hormônios, antibióticos, aditivos químicos sintéticos e organismos geneticamente modificados, ou seja, livre de qualquer tipo de produto que tenha algum risco para a saúde humana ou do meio ambiente. Por isso são considerados mais saudáveis.

Além de ser boa para a saúde humana, a produção de alimentos orgânicos é importante para o meio ambiente e para o agricultor, pois a agricultura orgânica tem como objetivo a auto sustentação da propriedade agrícola, a diminuição do uso de energias não renováveis para a produção e a oferta de produtos saudáveis e isso diminui também a agressão ao solo, que fica mais fértil e livre de tóxicos. Portanto, a produção orgânica permite o uso sustentável e equilibrado do meio ambiente.

Dentre as práticas do plantio orgânico, pode ser citada a utilização de plantas de diversas espécies que servem como cordões de contorno que ajudam a proteger a plantação de pragas e doenças e também protegem contra a erosão do solo; as técnicas de adubação verde (utilização de leguminosas para fornecimento de nitrogênio e para proteger o solo de erosão) e enriquecimento do solo com minhocas, bactérias e fungos benéficos, que contribuem para o equilíbrio do sistema.

De acordo com a legislação, para que um produto possa ser classificado como orgânico, 95% de sua composição precisa ser de ingredientes orgânicos e os ingredientes que não forem orgânicos precisam ser identificados.

Se o produto tiver apenas entre 70 e 95% de sua composição com ingredientes orgânicos, no rótulo deve vir identificado quais são esses ingredientes e o produto é classificado como produto com ingredientes orgânicos.

Abaixo dos 70% de ingredientes orgânicos, o produto não pode ter nenhuma identificação como orgânico.

*Tatiana Silva é graduada em Ciências Biológicas pela UMC- Universidade de Mogi das Cruzes e escreve mensalmente no Cotia Agora