Câncer de pele ultrapassa 175 mil novos casos em 2016 no BR

Dermatologista Gilvan Alves fala sobre formas de prevenção e tratamentos

No Brasil, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer mais frequente é o de pele, e corresponde a 25% de todos os tumores malignos registrados no país. O Inca apontou que a estimativa de novos casos é de 175.760, sendo 80.850 homens e 94.910 mulheres (2016).

Apesar dos números preocupantes, a boa notícia é que, se for detectado precocemente, o câncer de pele tem grande chance de cura. O dermatologista Gilvan Alves (CRM 7940) explica que a prevenção deve começar com os bebês, já que a principal causa desse tipo da doença é a superexposição ao sol, e os danos solares são cumulativos.

“A pele das crianças é muito mais sensível do que a dos adultos. Os pais devem estar sempre atentos com a proteção dos filhos. O uso de protetor solar deve ser diário e devem ser evitadas longas exposições ao sol principalmente entre 10 da manhã e 4 da tarde”, avisa o dermatologista, que acrescenta: “Não se pode esquecer que a exposição ao sol é importante para crianças devido à necessidade do organismo da vitamina D. Mesmo assim, os banhos de sol devem ser moderados”.

O dermatologista chama a atenção dos pais aos sinais que possam indicar um câncer de pele ou outras doenças: sinais assimétricos, com cor heterogênea e elevações.

“Percebendo qualquer alteração incomum na pele do filho os pais devem procurar um especialista. É importante que o câncer de pele, assim como todos os outros tipos, seja diagnosticado o mais cedo possível para que assim se possa ter um tratamento eficaz”, conclui Gilvan Alves.

Entre os tumores de pele, o tipo não-melanoma é o de maior incidência e mais baixa mortalidade. A doença acomete mais pessoas com mais de 40 anos de idade, que tenham pele clara e que já apresentaram exemplos na família. O tratamento, na maioria dos casos, é feito por meio de cirurgia, mas também podem ser usadas a quimioterapia e a radioterapia dependendo do estágio da doença.