Atenção mulheres: Dr. Thiago Camargo fala sobre as estrias

Existe um conjunto de fatores que estão envolvidos no desencadeamento das estrias e que não podem ser avaliados isoladamente, estando envolvidos componentes mecânicos, bioquímicos e predisposição genética.

Os sintomas iniciais variam, porém os primeiros sinais clínicos podem ser caracterizados por coceira, dor e erupção plana de coloração levemente rosada. As estrias são denominadas na fase inicial de rubras (striae rubrae), na fase seguinte onde o processo de formação já está praticamente estabelecido as estrias tornam-se esbranquiçadas e assim denominadas estrias brancas (striae albae). Podemos afirmar que quanto mais avermelhadas elas são, mais recentes e quanto mais esbranquiçadas, mais antigas.

Geralmente as estrias acontecem quando há uma condição de estiramento ou distensão da pele, com perdas ou rupturas das fibras de colágeno e elastina na região, com depressão ou elevação do tecido no qual ela é encontrada e o principal motivo para seu surgimento está diretamente ligado ao ganho de peso, incluindo gestação e atletas em hipertrofia muscular. Nessas situações, a pele acaba sendo excessivamente esticada, podendo – em muitos casos – haver o rompimento.

Alguns estudos científicos sugerem que outros fatores possam estar ligados ao aparecimento de estrias, tais como alterações hormonais, uso prolongado de corticóides (indivíduos asmáticos ou portadores de doenças reumatológicas), crescimento muito acelerado durante a puberdade e os fatores genéticos.

As estrias rubras (vermelhas) apresentam grandes possibilidades de completa regeneração do local, se tratadas logo no início enquanto as albas (brancas) apresentam um tratamento bem mais difícil, estimando-se que – em tratamentos bem sucedidos – a recuperação possa chegar a aproximadamente 70%.

Todos os tratamentos para estrias devem ser realizados por médicos dermatologistas ou cirurgiões plásticos em ambiente adequado, pois é necessário fazer uma avaliação do tipo de pele e de estria para saber qual a forma de tratamento mais indicada. Geralmente, os melhores resultados são observados quando são utilizadas mais do que uma forma de tratamento simultaneamente.

A exposição solar objetivando camuflar as estrias – principalmente as albas – acabam tornando-as mais evidentes, uma vez que elas simplesmente não se bronzeiam, portanto, o uso de filtro de proteção solar é fundamental.

Há diferentes tipos de tratamento que podem ser feitos, como carboxiterapia, laser de CO2, peeling de ácido retinóico, dermoabrasão, intradermoterapia, galvanoterapia e microagulhamento, objetivando a produção de colágeno, reorganizando as fibras elásticas e diminuindo o comprimento e a largura das estrias.

De forma geral, os tratamentos são mais efetivo nas estrias novas (mais avermelhadas), mas também podem ser utilizados em estágios mais avançados (estrias brancas), obtendo resultados lentos e discretos, sendo que com a associação de múltiplos métodos e procedimentos, tende-se a apresentar resultados mais rápidos e satisfatórios.

O tratamento com laser tem se mostrado o de melhores resultados, destacando-se o YAG laser (não ablativo) e o laser de CO2 fracionado (ablativo).

O tratamento com laser em geral é bem tolerável, mas depende do grau de sensibilidade de cada pessoa, necessitando em alguns casos, da utilização de anestésicos locais alguns minutos antes da aplicação.

Durante o tratamento para estrias, está contra indicada a exposição ao sol, sendo de extrema importância o uso de filtro de proteção solar.

*Dr. Thiago Camargo (CRM 107445) é ginecologista e especialista em saúde da mulher e escreve no Cotia Agora.