Aelton Barbosa estreia coluna: O Populismo Fiscal e suas Consequências

Novo colunista fazendo sua estreia no Cotia Agora.

De quem é a culpa? Talvez essa seja a pergunta mais falada no momento, com respostas diversas, em sua maioria voltadas para o PT e seus aliados, face aos acontecimentos e escândalos que inundam os noticiários.

Uma das verdades aqui analisada é a política de oferecer vantagens e benefícios fiscais, que causou um grande déficit aos cofres do Governo. O comércio e as indústrias não crescem e apenas demitem, com raras exceções, nos fazendo a acreditar que a política e administração fiscal falharam. Seguindo nessa direção o desemprego aumenta, causando falta de expectativas, que aliados à taxa de juros elevados, causam descréditos nas já desacreditadas gestões públicas.

O grande desafio é fechar o rombo causado pela festa populista, arma utilizada pelo Governo Federal, Estados e Municípios com a falsa pretensão de atrair novos investimentos e incentivar o consumo. Na realidade, essa política mais parece uma feira de ofertas, um toma lá da cá no qual ninguém saiu ganhando, exceto empresas e instituições que se beneficiaram da própria crise.

A falta efetiva de crescimento está diretamente ligada a essa política fiscal, que aliada à incompetência de administrar as contas do governo, juntamente com os casos de corrupção que se tornaram institucionais, só acelerou o processo recessivo pelo qual o nosso país passa.

Os políticos e seus partidos, liderados por seus “sumo sacerdotes” partidários fizeram o dever de casa ao contrário, pois no momento em que se deveria atentar para os gastos públicos, tomando medidas de diminuição de despesas, os nossos equivocados representantes políticos fizeram a verdadeira lambança fiscal.

Sabemos que a velha frase: Qualquer dona de casa saber fazer economia melhor que o governo, nunca foi tão contemporâneo e verdadeiro como nos dias atuais. Afinal, se existissem economistas no governo, saberiam que não há crescimento onde a receita é menor que o gasto. Sabemos que o Brasil é um país com muitos problemas estruturais nas áreas de saúde, segurança, desenvolvimento e etc., mas também sabemos que temos que sair dos discursos e partirmos para a AÇÃO, pois é pra frente que se anda, mesmo que existam dificuldades. Não haverá crescimento sem sacrifícios, mas há quanto tempo a população é sacrificada com aumento de impostos, falta de empregos, moradias? Será que a grande resposta para o país e para sua população é: “viver como se fôssemos ricos, mas gastando como pobres?”.

Caro leitor, não existe uma única receita ou somente uma resposta para enfrentar a crise que assola nosso país, mas com certeza algumas ações tem que ser feitas, dentre elas a UNIÃO política em prol do bem comum, com a participação das entidades de representações civis, imprensa e a sociedade, pois na casa que falta pão todo mundo briga e ninguém tem razão.

O Brasil tem que ser administrado como se fosse uma empresa na qual o seu bem maior é o povo, e para isso tem que para de perguntar de quem é o culpado e buscar soluções, saindo desse debate dicotômico do certo ou errado.

*AELTON BARBOSA, conhecido como ALPHA BRAVO, é funcionário público e especialista em Marketing, formado em Propaganda e Publicidade pela Universidade MACKENZIE, pós-graduado em Marketing de Serviços pela Universidade UNIP e, pós graduando em Marketing Eleitoral pela Universidade UNINTER. Escreve mensalmente no Cotia Agora.